Por Telesur—

Nesta terça-feira, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, reafirmou a política agressiva e intervencionista de Donald Trump, afirmando que “ele está preparado para usar todos os elementos do poder americano para impedir que as drogas inundem nosso país e levar os responsáveis à justiça”.

Diante disso, o governo da República Bolivariana da Venezuela emitiu um comunicado oficial nesta terça-feira, rejeitando as recentes “ameaças e difamações” dos Estados Unidos, como parte de uma campanha que busca vincular o país sul-americano ao narcotráfico. Esse fato revela o “desespero” de Washington, bem como “sua falta de credibilidade e o fracasso de suas políticas na região”.

“Desde a expulsão da DEA (Departamento de Repressão às Drogas dos EUA) do nosso território em 2005, a Venezuela obteve resultados significativos na luta contra o crime organizado: prisões bem-sucedidas, desmantelamento de redes e controle efetivo das fronteiras e costas, fruto dos esforços e do comprometimento de nossas instituições e do povo venezuelano”, diz o texto.

O Governo Bolivariano destaca que as ameaças dos EUA “não afetam apenas a Venezuela, mas também colocam em risco a paz e a estabilidade de toda a região”. Nesse sentido, também colocam em risco a Zona de Paz declarada pela CELAC (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) em 2014 como um “espaço que promove a soberania e a cooperação entre os povos da América Latina”.

Confira aqui a  Declaração da Venezuela sobre ameaças dos EUA 

Ao mesmo tempo, o texto confirma que “enquanto Washington ameaça, a Venezuela avança firmemente em paz e soberania”, e afirma que “a verdadeira eficácia contra o crime se alcança respeitando a independência dos povos”.

A República Bolivariana da Venezuela interpreta a ofensiva do governo Trump como um sinal de sua vulnerabilidade: “Toda declaração agressiva confirma a incapacidade do imperialismo de subjugar um povo livre e soberano”, enfatiza a mensagem.

Da mesma forma, o governo venezuelano garante a vitória do povo de Bolívar e Chávez contra qualquer tentativa de intervenção, ao mesmo tempo em que reafirma a República Bolivariana como “um farol de dignidade, resiliência e segurança para a América Latina e o mundo”.

Por sua vez, nesta terça-feira, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, reafirmou a política agressiva e intervencionista de Trump, afirmando que “ele está disposto a usar todos os elementos do poder americano para impedir que as drogas inundem nosso país e levar os responsáveis à justiça”.

Leavitt, ecoando seu presidente, rejeitou a legitimidade do governo do presidente constitucional da Venezuela, Nicolás Maduro Moros, que obteve uma vitória popular nas urnas em julho de 2024, apesar das tentativas desestabilizadoras da extrema direita patrocinada pelos EUA. Em seu ímpeto de apoiar a campanha de Pam Bondi (a procuradora-geral dos EUA), a porta-voz comparou o governo venezuelano a um “cartel narcoterrorista”.

As declarações de Leavitt dão continuidade à campanha de ameaças contra o presidente venezuelano, que se intensificou nos últimos dias com o aumento da recompensa oferecida pelo governo dos EUA para desacreditar o presidente Maduro Moros e justificar ações coercitivas e intervencionistas baseadas em um plano de guerra híbrido.


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